O Serviço Social, enquanto área profissional inscrita na
divisão sócio técnica do trabalho, entra no cenário das profissões
contemporâneas no período do capitalismo monopolista (BRAVERMAN, 1974; NETTO,
1992), portanto, na fase madura do capitalismo, atendendo não a uma evolução
espontânea das práticas assistenciais (Vieira, 1996), mas a requisições da
própria ordem social capitalista atuando na órbita da reprodução do trabalho
(FALEIROS, 1899). Um saber necessário que nasceu condicionado ao atendimento
das demandas e necessidade do próprio capital, e na soleira do tempo foi
construindo identidade própria, com isso, ganhando significativa autonomia
dentro dessas constrições, até conseguir tencionar, criticar e mobilizar a
participação subalterna no poderoso e desigual processo de reprodução do
capital e do trabalho. (IAMAMOTO, 2010).
Enquanto acadêmicos, nosso maior desafio na Universidade
Federal do Pará tem sido a educação precarizada a qual fomos/estamos
sujeitos, no que diz respeito a infraestrutura física (salas
desinformatizadas, tomadas quebradas, banheiros interditados, bebedouros
quebrados), um currículo defasado (não estamos abertos a novas formas de
conhecimento, a novas teorias, a novas leituras), com isso passamos a ser uma
UFPA renomada enquanto universidade do Norte, MAS um curso dissonante dos
novos estudos em vigência nos grandes/renomados centros de pesquisa em
sociedade.
Nosso desafio, enquanto Centro acadêmico é ultrapassar a
barreira TÃO SOMENTE do direito à reinvindicação e ao protesto, nossa chapa
vem composta por acadêmicos compromissados com a pesquisa e a produção
científica, por isso link’ada a projetos de pesquisa (UFPA outras
instituições), órgãos públicos e lideranças do debate referente às opressões,
a chapa 2 erige-se na certeza da possibilidade de mudança, esta conquistada
no ápice de um olhar acurado de nossa formação e de atuação efetiva de alunos
em geral, centro acadêmico e direção do curso...
O convite está feito, (re)
pensar é sempre a melhor opção !!!
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